quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gostei


Gostei de ouvir ontem à tarde Pedro Passos Coelho dizer no Parlamento que da última vez que aí tinha estado, afinal, tinha falado de mais – a propósito da dívida da Madeira e do respectivo plano de recuperação, ou lá como vai ser chamado. Teve a humildade (e a «frontalidade», palavra sua) de assumir um erro. Está a aprender. Agiu de forma diferente da do dia em que no mesmo sítio anunciou a imposto extraordinário de 50% sobre o subsídio de Natal. Nessa altura, se a medida era inevitável (como as coisas estão, e com a falta de informação que temos, admito que era, mas certezas nem me atrevo a ter sobre o assunto), se era inevitável, ia eu dizendo, pedia desculpa por tudo o que tinha andado a apregoar na campanha eleitoral, com o cúmulo daquela cena lamentável numa escola de Vila Franca de Xira, e depois de pedir desculpa fazia o anúncio. Mas não. Comportou-se então como um vulgar mentiroso. Por isso, agora, gostei da atitude. Demonstra que tem capacidade para aprender com os próprios erros, coisa que, como se sabe, não está ao alcance de toda a gente.

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