sábado, 30 de maio de 2009

A feira (2)

Ainda a minha passagem pela feira do livro de Lisboa, de que falei aqui . Depois de ter estado nos autógrafos no stand da Quetzal, convidaram-me para tomar um café e calhou ser junto à praça Leya. Acabei por entrar lá para falar ao Agualusa e até deu para ver o Lobo Antunes (com ar um pouco debilitado e um gelado a tremelicar-lhe nas mãos). Enquanto tomava o café, reparei que na mesa ao lado estava um dos polícias do caso BPN. Estava sozinho, a apanhar sol, enquanto lia um romance. Se fosse um jornal, ainda podia ser que estivesse nalguma operação de vigilância, com um buraco algures nas páginas (a vista sobre Lisboa é óptima). Mas como era um livro, e daqueles calhamaços, devia estar mesmo a ler.
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Explicação

Uma das explicações para José Sócrates agora andar com Vital Moreira na campanha, sempre de olho nele e atento ao que pode a qualquer momento começar a dizer, na volta tem a ver com uma preocupação: Vital, para manter a coerência, pode de repente sentir-se tentado a dizer que também está à espera de explicações do PS sobre o caso Freeport e sobre a permanência em funções do estranho governador do Banco de Portugal e do lamentável representante português no Eurojust.
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A roubalheira

Não me parece que Vital Moreira seja candidato que se recomende nestas eleições europeias, mas uma coisa tenho que reconhecer: aquilo da «roubalheira do BPN», de que fala, é perfeitamente justificado. Mas ao contrário do que pede, não acho que deva ser o PSD a vir pronunciar-se sobre o caso; um pouco diferente disso, devia ser o PSD de Cavaco Silva a pronunciar-se, e talvez o próprio Cavaco fosse o melhor porta-voz, porque afinal o caso BPN está bem marcado por gente do triste tempo de governo do actual presidente da República.
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Declarações de Vital Moreira aqui.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma brincadeira

Depois da ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República, e do que disse, mais notória fica a incomodidade com a presença de Dias Loureiro no Conselho de Estado. E a vergonha que essa presença constitui. Aliás, para percebermos isso, nem era preciso termos as revelações de ontem de Oliveira e Costa. Cavaco Silva criou um enorme problema ao nomear Dias Loureiro para o Conselho de Estado, uma pessoa que nada recomendava para o lugar já antes do que se vai sabendo do BPN. Confundiu as coisas. Foi leviano. Lugares como o que Dias Loureiro ocupa não são para distribuir pelos amigos. Tudo parece, afinal, uma brincadeira. E não é a primeira vez que Cavaco Silva parece brincar com coisas sérias.
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Nota: pouco depois de publicado este texto, foi anunciada a renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de Estado...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Revista «human» de Junho

(clicar na imagem para aumentar)
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Nas bancas a partir desta terça-feira, dia 26. Na capa, o líder da YDreams, António Câmara, entrevistado a propósito de um livro que acaba de publicar, «Voando com os Pés na Terra». Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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O luxo de voar
António Câmara, o líder da YDreams, publicou por estes dias um livro com as crónicas que nos últimos anos foi escrevendo para jornais e revistas. É uma edição da Bertrand, com o título «Voando com os Pés na Terra». É ele o entrevistado principal deste número da «human», e logo na primeira resposta que nos deu diz que se pudesse escolher preferia que o título fosse apenas «Voando». O título não seria tão bom, obviamente, mas ele explica: «Nos últimos 10 anos, em que tenho estado à frente da YDreams, percebi que é preciso ter algum realismo. Em Portugal o realismo está muito associado à ideia de ter os pés na terra, é um realismo miserabilista, e por isso sempre me irritou, e irrita. Mas é preciso uma combinação entre o voar e os pés na terra, Cheguei a esse compromisso na minha filosofia de vida. Se pudesse ter esse luxo, só voava.»
Se não concordo com a ideia de alteração no título do livro, já com a explicação não posso deixar de concordar. Eu se pudesse também só voava e talvez então nem sequer me lembrasse de que isso poderia ser um luxo. O luxo de voar. Talvez esta expressão também desse para título do livro. Porque o seu autor, mesmo com os pés na terra, mesmo assim voa. Para longe, para muito longe, como se depreende a cada momento na entrevista, cuja leitura é imperdível. Não fora essa capacidade de voar e decerto não conseguiria ver o futuro de uma forma tão clara que lhe permite comentá-lo com o à-vontade com que um historiador discorre sobre o passado. Por isso colocámos na capa desta edição, junto ao nome de António Câmara, o título «um olhar sobre o futuro».
E em relação ao futuro, não avançando muito, indo apenas até 2015, quando a «human» já tiver passado do número 80, o nosso país será «o local mais vibrante para viver, estudar e trabalhar no continente europeu». É o que António Câmara escreve no livro, na página 122. António Câmara, um «optimista incorrigível», como se classifica. Eu não me considero tão optimista, nem tão incorrigível, mas enquanto lia a entrevista senti-me tentado a acreditar que o nosso país, um dia, não sei se um dos de 2015, poderá ser mesmo o local mais vibrante da Europa. Um líder inspirador, é o que me parece ser António Câmara. Com tantos maus exemplos nos líderes de cá, este caso do autor de «Voando com os Pés na Terra» não pode deixar de ser considerado um luxo. Talvez tanto como o luxo de voar.

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À volta da barragem (1)

(início da série)
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O fim

O jogo final – Sporting 3 (Derlei 2, Romagnoli), Nacional 1 – do campeonato, com dois pontos recuperados ao Porto. O segundo lugar pela quarta época consecutiva, provavelmente a ambição maior do incompetente presidente que felizmente está quase a abandonar o clube depois de um percurso que devia envergonhá-lo (pela forma desleixada, ligeira e distante que foi sempre a sua marca). A luta pelo título de campeão nacional fica uma vez mais para o ano, como ultimamente tem vindo a acontecer. Vamos ver que rumo trará o novo presidente, ou Paulo Pereira Cristóvão, cujas ideias me agradam mas de quem pouco conheço, ou José Eduardo Bettencourt, que me parece uma pessoa com valor mas que aparece na corrida pela presidência marcado pelas más companhias da sua lista, gente que tanto tem desprestigiado o clube nos últimos anos, gente que tem participado na delapidação do património, gente que é capaz das afirmações mais inacreditáveis para um sportinguista, como aquela de perder em casa por cinco a dois com o Barcelona ser «um resultado aceitável».
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

António Souto – Crónica (12)

Imagem: Blogtailors
Décima segunda crónica de António Souto, depois desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta e desta. O António mantém uma crónica («Ex-abrupto») no jornal da sua terra («Jornal D’Angeja»). Esta é a da edição de Maio de 2009.
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Desconvergências
Domingo, três. Dia da Mãe, pelo menos aqui, neste nosso luso canto desconvergente. Noutras paragens, outras datas, mas o mesmo fim: lembrarmos e homenagearmos quem nos deu (à) luz. Na minha aldeia, quando criança, não havia o hábito destas celebrações, o dia da mãe era todos os dias, com a mãe. Aprendi tarde o sentido de ser mãe num Dia da Mãe; melhor, compreendi-o apenas quando fui pai. Hoje, com as minhas filhas, embarco nestes devaneios consumistas e, acuso, não há rosas que resistam, com ou sem entendimento.
Domingo, três. Fui à feira do livro, em Lisboa, no Parque Eduardo Sétimo. Pouco passava das treze e trinta e fazia um calor de rachar. Logo à chegada, aos primeiros passos, encontro um amigo jornalista, antigo colega de estudos em Aveiro. Trocámos impressões e algum desapontamento pelo ambiente da feira, muito tíbia, pouco animada. Está bem, com barracas novas, mais agradáveis e, aparentemente, mais funcionais, mas nada que se compare com outras feiras congéneres, aqui já ao lado, basta passar a fronteira, tudo adquire nelas outra dimensão e outra atracção. Adiante! Lamechice nossa, que havia que buscar um(a) caixa multibanco para retirar dinheiro para o almoço. Nada, para cima e para baixo e… nada. Afirmou-me um segurança de turno no espaço Leya que este ano não havia ali nenhuma dessas máquinas, mas que sossegasse, os pavilhões da feira estavam preparados para receber com cartão. Meti as mãos ao bolso e, com os trocos que encontrei, sempre alinhámos por duas bifanas e dois cachorros, que éramos quatro. Diga-se, para abono da verdade, que para além de umas farturas e de uns churros, pouco mais havia para satisfação do corpo (do espírito, sim, milhares de livros). Modernices. Como vingança, decidi nesta primeira visita não comprar nada. Limitei-me a regalar a vista nas capas expostas e a tirar uma foto à minha filha mais velha ao lado do meu amigo escritor, e para os amigos, Zé Eduardo (Agualusa), que sendo nós amigos de há largos anos, ambos praticamente com a mesma idade, ambos com dois filhos com praticamente a mesma idade, teimamos em marcar (informalmente) encontro praticamente todos os anos para não nos deslembrarmos. Até ao fim da feira, querendo o destino, voltarei a ela, com alguma massa no bolso para livros e, quem sabe, para um cafezinho com algum amigo que por ali se ache.
Sábado, dezasseis. Regressei à dita, e o que eu demorei para lá chegar, quase duas horas, tudo por causa da repavimentação de uns quantos metros no nó da Buraca (nome pouco decoroso para garantir a união do IC19 à Segunda Circular). Às dezassete, a Feira fervilhava, gente para baixo e para cima, a impressão era de festa. Cheguei ainda a tempo de desencantar para um café o António Manuel Venda, que autografava, de abraçar o João de Melo, que autografava, de voltar a saudar o Agualusa, que autografava, e de divisar muitos outros escritores que, como aqueles, autografavam também, de um António Lobo Antunes a uma Júlia Pinheiro, que estes lugares têm destes extremos. Desta vez, antes de abandonar o recinto, esbanjei uns euritos para, saciando a fome, trazer um bom punhado de palavras com título. Como um culto.
Sábado, dezasseis. Feira na alta Lisboa, festa na baixa (a mesma etimologia, dissemelhante o sentido). Festa amainada, porém, no Terreiro do Paço, por respeito a Nossa Senhora de Fátima, que de Fátima viera, em imagem, para abraçar pela segunda vez o desterrado filho-Rei, em betão. Grande ajuntamento e fervorosa oração, antes que se fizesse Ela ao Tejo para as grandes e transitórias honras no sopé do monumento almadense. Crenças e devoções.
Sábado, dezasseis, ainda. Em Almada mora um colega e amigo meu. Foi há poucos dias operado à cabeça, no privado. Coisa delicada. Mandaram-no para casa ao fim de cinco dias (!), para recuperar. Estava a recuperar, em casa, em Almada. Regressou de urgência ao hospital, com uma hemorragia, para nova intervenção. Ficou em coma induzido. Enquanto o assistiam, cantavam-se louvores à Virgem, em Almada. Parece que de sua casa ao santuário vai o passo de uma Avé-Maria ou de um Padre-Nosso. Em Almada, aos pés do Cristo-Rei. Descrenças e desvoções. Nossas.
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As minhas aulas de português

A aula de história que se pode ver aqui, bem recente, numa escola do norte, trouxe-me à memória as minhas aulas de português do décimo e do décimo primeiro anos, em meados da década de 80, em Portimão, com uma psicopata chamada Maria Amélia Saraiva (provavelmente a professora mais famosa da região e, por incrível que possa parecer, considerada por muita gente como uma verdadeira sumidade).
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Um anúncio

O livro que estou a acabar de escrever chama-se «O Sorriso Enigmático do Javali». Vamos a ver se fica mesmo com este título. Em princípio sim. Deixo aqui um bocadinho, muito, mesmo muito pequenino…
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Sentiu que o filho lhe dava uma das mãos. Olhou para ele e viu-o como se estivesse mais empolgado do que com medo. Apertou-lhe a mão com força, já a olhar para o javali, que continuava apenas com um olho aberto, um olho a rodar, a ver tudo em volta. E a sorrir.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

A feira (1)

Foto: Berta Silva Lopes
No penúltimo dia, Sábado, lá fui à feira do livro, a de Lisboa. Estava marcada para as três da tarde uma sessão de autógrafos. Nestas coisas eu costumo pensar sempre se aparecerá alguém, se me conseguirei safar de passar uma vergonha mesmo à frente dos editores. Desta vez nem deu para pensar nisso. Às nove da manhã estava a sair de Lisboa depois de mais uma noite em branco para o fecho da próxima edição da revista. Pensei em não ir a casa e ficar no carro a dormir umas horas, mas logo abandonei a ideia ao perceber num dos espelhos do carro o estado em que estava. Lá conduzi para Montemor, pela estrada nacional, porque pela auto-estrada o mais provável seria deixar-me dormir ao volante. Tive de parar em Vendas Novas para fechar os olhos e encostar a cabeça durante cinco minutos, e à entrada de Montemor a mesma coisa. Depois lá fiz o resto do percurso até casa, pelo meio do montado. Dos javalis, nem sinal àquela hora; só das águias, dos coelhos e dos gatos-bravos. Eram dez e meia quando fui dormir, depois de ter posto o despertador para o meio-dia. Claro que depois não o ouvi tocar e só um acaso fez com que me acordassem por volta da uma. Entre fazer a barba, tomar banho e tentar convencer-me de que as olheiras eram apenas impressão minha, consegui sair de casa pouco depois da uma e meia. Pus-me a caminho de Lisboa, desta vez pela auto-estrada, carregando no acelerador e contando os minutos. Às três e cinco lá estava na feira, no stand da editora. Em jejum. Aceitei um café e recusei uma caipirinha, coisa que naquela zona estavam a oferecer a quem comprasse mais de vinte euros em livros ou, presumo, a quem chegasse para as sessões de autógrafos (porque eu não tinha comprado nada). Mesmo de banho tomado e com a barba feita, não me safei de a primeira pessoa conhecida que apareceu me dizer que o meu ar cansado lhe fazia lembrar vagamente o Lobo Antunes. Assustei-me, mas depois decidi fingir para comigo que se tratava de um elogio.
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Com o campeonato no fim

Com o campeonato no fim, sobre a vitória na Madeira – Marítimo 1, Sporting 2 (Liedson 2) – não há muito a dizer, principalmente por o lugar do Sporting estar definido. De qualquer maneira, honra a Liedson, que tudo resolve. Se tivéssemos dirigentes do nível dele, estaríamos no topo do futebol mundial. Infelizmente, os últimos anos têm demonstrado que não temos, que os dirigentes que tomaram conta do clube são absolutamente deploráveis, ficando inclusive muitas dúvidas sobre se alguns serão mesmo do Sporting.
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Algumas cores do montado (4)

Por estes dias, aqui por perto. Outras cores aqui, aqui e aqui.
(final da série)



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quinta-feira, 14 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Horrível

Há pouco, na TVI24, deparei com António Figueiredo Lopes comentando o clima de violência em Setúbal. Foi de repente, assim sem mais nem menos. Horrível, para mim, esta recordação inesperada do ministro dos incêndios de 2003 e parte de 2004. Lembrou-me uma das figuras mais sinistras do meu romance «Uma Noite com o Fogo», uma das que pairando sobre um ribeiro, com as chamas em fundo, aguardam uma fotografia (capítulo 10).
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domingo, 10 de maio de 2009

A oportunidade

Muito difícil a vitória deste Sábado – Sporting 2 (Liedson 2), Setúbal 1. Muito difícil e só possível pelo facto de termos um avançado genial. Mas foi difícil porque o Sporting arriscou (como faz há seis anos) em entrar em campo com um jogador sem qualidade, o inconcebível Anderson Polga, que voltou a fazer das suas ao oferecer ao Setúbal a possibilidade de empatar o jogo depois do primeiro golo de Liedson. De qualquer forma, com o campeonato praticamente perdido, o importante agora é pensar na oportunidade que as eleições do início de Junho proporcionarão: a de deixar de ter o clube nas mãos de dirigentes medíocres como os do grupo de Filipe Soares Franco, que tanto mal tem feito ao Sporting.
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sábado, 9 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A economia e a moral

Publiquei este texto na revista «human» deste mês. É do meu amigo Luís Bento. Não resisto a colocá-lo aqui.
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Por favor, a economia antes da moral!
Sei que este título é atrevido e contraria muitas das teses correntes sobre o assunto. Eu próprio apregoo o contrário. Mas existem circunstâncias especiais em que, inevitavelmente, a economia vem antes da moral. São situações muito especiais, confesso, mas existem.
Recentemente, fui encarregue de propor conclusões num workshop internacional sobre trabalho infantil, realizado em Genève (Suíça), pela Fair Labor Association. Durante o dia, assisti, com muito espanto, confesso, a uma apresentação sobre o trabalho infantil na região de Sialkot, no Paquistão, onde são produzidas anualmente 35 milhões (35, sim, não é erro) de bolas de futebol das mais variadas marcas internacionais.
A quase totalidade dessas bolas de futebol é cozida à mão (stitching) por crianças em idade escolar (a maioria entre os quatro e os 12 anos) e esse trabalho é efectuado em família. Ora, várias organizações não governamentais (ONG) efectuaram um trabalho de campo, com o objectivo de sensibilizar os pais dessas crianças e o governo da região para que esse trabalho fosse efectuado em centros de cozimento (stitching center´s), com o argumento de que era imoral – ou seja, contrário à moral – que aquelas crianças não fossem à escola.
Parece que não acharam imoral – ou seja, contrário à moral – que as crianças continuassem a realizar um trabalho que devia estar a cargo de maiores de idade, qualificados e devidamente remunerados.
Em vez de tentarem melhorar as condições económicas daquelas famílias – nem que fosse subsidiando-as directamente –, as ONG acabaram por criar uma nova figura: o trabalho infantil em ambiente protegido.
De facto, pese embora a imoralidade do trabalho infantil, ele só existe – naquele e noutros casos, porque as famílias não têm outro meio de subsistência. Nenhum pai ou nenhuma mãe, em qualquer cultura, religião ou quadro moral, prefere ter os filhos a trabalhar em vez de os ter na escola.
Este é, claramente, um dos casos em que a economia vem antes da moral.

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Nota
Saberão os jogadores de futebol mais bem pagos do mundo que cada pontapé que dão numa bola é um pontapé que estão a dar na cara triste de uma criança?
Não deveriam desenvolver uma campanha para que as bolas de futebol tivessem uma etiqueta «Child Labor Free»?
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

«Uma Noite com o Fogo» na revista «Os Meus Livros»

Está disponível aqui uma crítica de Ana Morgado ao meu romance «Uma Noite com o Fogo». Vem na edição deste mês da revista «Os Meus Livros».

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dali sem bigodes

Os belíssimos textos de Fernando Sobral no «Jornal de Negócios», de 2004 até agora. Edição Bertrand para «Os Anos Sócrates – O Grande Jogo da Política Portuguesa», com prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa.
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«Salvador Dali era conhecido pela sua modéstia. Que era pouca. José Sócrates muito provavelmente leu as palavras do pintor espanhol: ‘Aos seis anos queria ser cozinheiro. Aos sete queria ser Napoleão. E a minha ambição continuou a crescer ao mesmo ritmo deste então.’ Não se duvida que Sócrates seja o Dali português. Sem os bigodes. O primeiro-ministro quer que cada português tenha um computador, como se isso fosse o seu passaporte para a tecnologia e o tornasse o homem socrático ideal.»
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Algumas cores do montado (2)

Por estes dias, aqui por perto. Outras cores aqui.
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Voz do dono e cabelo ensebado

Ontem, na TVI 24, o comentador Eduardo Barroso, voz do dono de Filipe Soares Franco (que finalmente parece que vai mesmo deixar o meu clube), disse que o comentador Rui Santos, da SIC Notícias, é um «jornalista de cabelo ensebado».
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

A suspeita

Absolutamente vergonhosa a forma como o Sporting se apresentou no Sábado em Coimbra – Académica 0, Sporting 0. Percebeu-se que jogadores e treinador não tiveram a mínima intenção de ganhar o jogo, coisa que nenhum adepto do clube pode compreender (talvez um adepto da sade possa, mas um adepto do clube não). Esta indignidade é tanto mais incompreensível quanto se ia tornando notório que a equipa do Porto sentia alguma pressão por não ter conseguido nas jornadas anteriores aumentar os pontos de avanço na classificação. Isto devia ser mais do que suficiente para jogadores e treinador continuarem a lutar, mas não. Fez-me lembrar o campeonato de há dois anos, quando o incompetente presidente do clube disse que era preferível o segundo lugar a ser campeão, para poupar nos prémios aos jogadores, e o resultado foi que o Sporting depois de estar a ganhar na Luz num jogo decisivo se deixou empatar de uma forma tremendamente suspeita (terá perdido aí a possibilidade de ser campeão). Como suspeita foi a forma como jogou para não ganhar em Coimbra. Terá havido nesta atitude dos jogadores e do treinador o dedo do presidente? Terá o gigante – neste caso, obviamente, um mau gigante – aparecido no balneário, passados dois anos, com a tese de que ser segundo é melhor do que ser primeiro? Não sei, não vi, mas a suspeita não me foge do pensamento depois da vergonha de Coimbra.
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domingo, 3 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

Um texto

Um texto sobre o meu romance «Uma Noite com o Fogo» – ver aqui.
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